quarta-feira, 30 de novembro de 2011

And I go back to December...

Amanhã é dia 01 de dezembro de 2011.
E eu sem motivo certo ou por causa de um motivo só (que eu bem sei), todo fim de ano fico louca assim. Acordo com uma crise existencial pronta para ser implodida dentro do peito. Na realidade, sempre tenho uma crise a ponto de bala pra acontecer. Chego em casa chorosa depois de perceber o quanto estava perdida nessa vida maluca, desenterrei um milhão de motivos pra morrer de chorar e quase morro de tanto chorar mesmo.
Penso em tudo que fiz esse ano (sim, eu sei isso é algo que as pessoas fazem no ano novo, mas eu não), penso nos acertos e nos erros, na nota ruim que tirei na faculdade, penso nos bons dias que eu fui feliz demais, nas vezes que corri atrás de quem não merecia, nos dias que perdi dentro de casa ao invés de sair pra ver o sol. Aí que choro mais.
Alguém deveria me proibir de pensar assim, ou pelo menos de pensar tanto.
Mas sempre me aparece minha Mãezinha com toda a sabedoria que a vida trouxe pra ela pra me mostrar que eu sou mesmo uma boba e que eu deveria deixar de ser maluca.
E hoje ela me fez algumas perguntas que secaram meu choro na hora. Ela veio assim de mansinho, secou uma lágrima e perguntou: "Onde você estava dezembro passado?" "Por quais motivos você andava toda chorona dezembro passado?" "Seu medo não era perder seus amigos pro tempo e não conseguir sobreviver à faculdade?"
Pensei nas respostas e vi que na verdade eu estava chorando porque queria mesmo era voltar para dezembro passado, para o ano passado, para um abraço que eu não tenho mais todas as manhãs.
Eu já cheia de vergonha nem sabia mais respondê-la, só olhei pra ela com aquele meu olhar que diz que ela tem toda razão.
Depois disso, ganhei um abraço e ela só me disse: "Chora não minha menina. Você ainda vai ter que enfrentar muitos finais. E se esse cara aí não vingar, não vai ser a primeira vez que não vinga, você merece mais."

Sosseguei. Se minha mãe diz que vai passar, é porque vai, se ela diz que se não der nada certo eu supero é porque eu vou superar.

Eu acredito, ela sabe o que diz.




Nos ouvidos: Taylor Swift - Back to december 



And I go back to December all the time,
It turns out freedom ain't nothing but missin' you
Wishing that I realized what I had when you were mine
And I go back to December, turn around
And make it all right...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Coragem, cansaço e mais um chá.

Eu ando cansada de gente burra, falsa, vazia e clichê. Tenho sentido falta de abraço, de calor e do maior amor que eu já senti na vida.
Nem tanto tempo assim passou, e eu continuo a mesma bobinha que fala pelos cotovelos e que diverte os amigos, a mesma que chega em casa e põe uma música pra se sentir mais segura, porque ainda não sabe estar só.
Portanto eu volto a escrever para exteriorizar essa loucura que é viver tantas vidas em um corpo só, eu não quero mais ser todas essas coisinhas que me tornam uma quase maluca. Queria ser às vezes uma daquelas mocinhas quietinhas que atraem mocinhos bonzinhos que serão felizes pra sempre. Ou então ser daquelas bem loucas, que enchem a cara e fazem strip tease pra todo mundo ver, depois acordam no dia seguinte sem culpa ou vergonha. Mas não sou, eu tenho voz e gosto de gritar, nem sei beber ou fazer um strip tease pra um bar lotado, eu só sei contar piadas erradas e sem graça e não consigo me corrigir, eu amo sempre a pessoa errada, eu me amo sempre menos do que deveria, e tá na cara e não tem crise: sou assim e acabou.
Nunca me dei um tempo, nem me deixei levar pela vida. Na verdade tenho um pouco de medo disso e dessa gente que se deixa levar, liberdade dá medo, ser de ninguém é assustador.
Mas quem é de alguém?
Eu não sou, mas confesso assim de cara limpa que amaria ser.
Esse modo de vida "Let it be" é lindo, mas não serve para mim. Eu sou mesmo dependente, tenho realmente pavor de abandono, e mesmo que eu tivesse todas as qualidades desse mundo, acabaria só, porque exigir o bem-querer é meu maior defeito.











Nos ouvidos: Boyce avenue - You and me. Porque agora aqui sozinha, eu preciso me sentir não tão só assim...