quarta-feira, 30 de junho de 2010

Só imaginação

Queria tudo e nada de volta.

Queria encontrar o ar puro.
Mas to tão acostumada com a poluição que quando respiro qualquer ar um pouco mais puro, meu corpo rejeita e meu pulmão arde.
A gente sempre se acostuma com as coisas.
Sejam elas boas ou não, a gente VAI acostumar.
Isso é ruim.
Pelo menos pra mim isso é ruim.
Me acostumei com a procura de sempre.
É bem difícil estar sempre procurando um alguém que você não sabe se existe.
Eu não sei. Você sabe?
Não conheço o rosto, nem os gostos, não sei se eu já o vi ou se algum dia o verei.
Precisava de uma pista.
Só uma pista pra seguir.
Eu sou boa em investigar, com uma pista eu criaria um universo novo!
Talvez seja esse meu problema. Eu sempre faço de uma pequena pista um universo novo.
Isso se chama imaginação fértil.
Eu pego uma grama e transformo em um quilo.
Pára com isso menina!
Ás vezes penso: Todo mundo tem alguém.
Mas pensando bem, isso não me importa.
Alguém é muito incerto.

E eu nunca gostei de pronomes indefinidos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mundo real chamando!

Chega disso.
Passa-se a vida inteira ouvindo belas histórias de amor e assistindo desenhos de princesas e príncipes.
É. Isso é uma judiação que fazem com as crianças poxa!
A gente cresce pensando um monte de babaquice que nunca acontece aí quando chega lá pelos 15 anos, descobrimos que infelizmente não vai dar pra ser princesa e o príncipe não vai ser tão legal quanto devia ser.
Viciamos em mentiras.
Acreditamos no que é mais fácil acreditar.
Hey, dá pra parar com isso?!
Pessoas são pessoas. Personagens são personagens.
Pessoas que fazem personagens não merecem atenção.
Então será que você pode fazer o favor de ser você mesmo?
Todos devíamos fazer isso.
Vamos tirar as máscaras?
Vamos enfrentar a realidade?



Aprenda que contos de fadas são só histórinhas pra dormir

terça-feira, 22 de junho de 2010

Terrenos áridos escondem bons jardins

É.
Aqui era um deserto.
Um terreno inabitado e sem chuvas.
Quase sem fauna, quase sem flora.
Apenas vento e poucas plantas terrivelmente resistentes à essas condições.
Viu esse deserto e teve a esperança de que ali podia SIM nascer vida. Aí gastou com enriquecedores para a terra e mil e um tipos de adubos.
Depois de muito tempo de trabalho árduo, eis que surgia uma folhinha.
Uma pequena folhinha que trazia a cor da esperança.
A partir dessa folhinha se animou e começou a imaginar que ali bem no meio do deserto podia plantar a sua parte de vida.
Talvez a folhinha fosse só uma forma desse meu deserto dizer: 'HEY! EU AINDA POSSO SOBREVIVER.'
Essa demonstração de força te fazia crer que nada podia ser tão impossível e que com mais adubos, talvez outra folhinha aparecesse.
E assim se fez.
Depois daquela primeira folhinha, surgira mais uma e mais outra e mais outra e mais muitas outras.
Você conseguira criar SEU jardim.
Um belo recanto para se contemplar.
Um belo lugar para sorrir.
Mas os jardins só sobrevivem com cuidados, e quando via aquele lindo cenário imaginava que tudo estava perfeito.
Mas não.
Nem tudo estava perfeito, começava a faltar água no fundo desse solo e aos poucos esquecia de adubar a terra novamente.
Depois esquecia de colher as flores.
Depois esquecia de semear novos frutos.
E por fim esquecia de que seu jardim no deserto existia.
Tudo bem.
Nada de diferente acontecia, mas o processo natural não parava e em pouco tempo seu jardim voltara a ser deserto.
Depois de perceber isso, tentava semear tudo outra vez, entretanto, seu terreno árido estava resistente a adubos e às sementes.
Não havia como mudar.
Não havia como se redimir.

Seria para sempre um deserto e a lembraça seria o aroma que o vento traria um dia pra mim e pra você.

sábado, 19 de junho de 2010

A Chave

Tem momentos na vida que é necessário cortar os vícios, e é preciso encarar a abstinência de frente.
Me acostumei muito a fechar os olhos, engolir as lágrimas e sorrir.
Isso satisfaria todo mundo não é?
Todo mundo não gosta de sorrisos e "Bons dias" bem humorados?
Então, é isso que eu forneço, ou melhor, era isso que eu fornecia sem querer.
Agora não.
Acordei e vi um céu azul que raras vezes surgia na minha janela sempre fechada, e percebi que seria muito egoísmo deixar que isso fosse desperdiçado apenas por uma pessoa não estar aqui para ver esse céu comigo.
Eu estava anestesiada e qualquer coisa que acontecesse não me afetaria, porque eu tinha deixado meus olhos guardados em uma gaveta que só ele tinha a chave.
Aí hoje, eu decidi chamar um chaveiro.
Talvez tenha sido uma das decisões mais difíceis da minha vida, mas era necessária.
Eu PRECISAVA voltar a enxergar sem que alguém me permitisse fazer isso ou não.
Consegui a cópia da chave e meus olhos me pertencem de novo.
Não sei se a chave original está bem guardada por ele ou se está esquecida por um canto qualquer, mas isso não me importa.
Eu só espero que não lembre que ainda tem a chave original e que não volte pra capturar meus olhos outra vez.
Eles não pertencem mais a ninguém.
E as minhas chaves vou deixar guardadas comigo mesma.

É...Acho que eu já posso enxergar sozinha.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Na solidão, me descobri

Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar.
Hoje eu acordei sem ter quem amar.
Simplesmente nada, simplesmente ninguém.
Não haviam lembranças, nem sentimento, não havia direção e muito menos alguém que eu pudesse descontar a raiva.
Não é uma escolha. É um estado.
Havia frio mas esse frio não incomodava, porque nem sequer o incômodo estava comigo.
Não via parentes, nem compania para o café da manhã.
Era apenas eu e eu mesma, no marasmo da solidão.
Isso era ruim?
Isso parecia enlouquecedor, mas eu suportara e tudo me fez descobrir que se eu podia ser alguém e ir muito mais adiante de onde eu estava.


 Aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz.

domingo, 13 de junho de 2010

Sem explicações, sem sentimentos.

Ele tinha que ser mais um cara.
Mais um cara que passou pelo seu caminho e que você achou bonito.
Ele devia ser um cara que você gostava de estar perto mas que você conseguisse seguir em frente mesmo sem ele.
Mas não.
Ele não era só um cara.
Ele fazia surgir mistério na sua vida que até então você nunca tinha percebido que era tão vazia.
E todos os melhores aromas que você já tinha sentido, não se comparavam ao perfume dele.
Você estava fazendo tudo certo e provavelmente esse "cara" passaria pela sua vida assim como qualquer outro.
Mas não.
Ele te transformara em um ser dependente dele. Dependente daquela voz, daquele sorriso e até mesmo daquele humor negro.
E depois de um certo tempo parecia impossível viver sem aquele mistério saboroso e então ele se torna uma droga.
A sua droga FAVORITA e indispensável.
Aí você descobre que não existem clínicas de realibitação para essa dependencia e por mais que a razão te imponha pelo menos um pouco de coerência, você não quer.
É você percebe que deixou aquele simples "cara" entrar no seu coração e na sua cabeça.
E quando ele se vai, carrega consigo os seus órgãos mais vitais, e faz isso sem sentir nada.
Enquanto você não tem mais nenhuma partícula de vida dentro de si mesma e só é capaz de sentir um imenso buraco negro em seu peito.


Tudo é apenas um jogo, onde quem perde é quem sente e quem ganha é quem pensa, mas mesmo sabendo disso, você insiste em sentir.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

É isso.

Não posso dizer que não gosto. Mas também não direi que tem sido simples. E o que é simples, aos dezesseis anos?

A gente se vê jovem demais pra dar o próximo passo sem olhar pra trás. Então a gente fecha os olhos e caminha até cair.
A cada vez que ergo meu corpo, percebo nos pés descalços a textura de um novo chão, na pele o toque de um vento que vem de outro lugar, e que traz consigo outros aromas
É o momento em que meu peito pode ser perfurado pela mais insignificante flecha de papel.
Tenho acordado de sonho nenhum, tenho dormido apenas pra ver se paro de sonhar…
… pra variar.
E é tão real, o pesadelo de perder o discernimento pra sempre.
Mais uma cidade. Novo ar. Uma casa nova, no mesmo lugar.

O que eu aprendi com o amor?
Palavrões novos.



terça-feira, 8 de junho de 2010

Síndrome do F5



Foto por: Rafael melo

A gente tem a mania de viver tentando fazer com que os outros nos ame assim como nós os amamos.
Se eu faço o que eu quero, alguém vai ficar insatisfeito por causa desse meu ato.
Essa é a vida e a culpa disso não é minha. Nem sua. Nem de ninguém.
Não há culpa.
Todo mundo espera ser amado do mesmo jeito que ama, mas se isso existisse, nós não precisaríamos de outro alguém. Era mais fácil olhar-se no espelho e amar a si mesmo.
O amor tem mais poder do que qualquer um de nós pode imaginar.
Ele pode te mudar e te fazer a pessoa mais feliz do universo.
Mas ele também pode te destruir e fazer com que se abandone a ponto de não querer mais viver sem aquele que te dá motivos para respirar.
Aí quando nos damos conta de que não conseguimos encontrar nosso espelho vivo, tentamos eternamente apertar F5 e atualizar vida.
Mas não dá.
Eu tenho tentado todos os dias e NADA.
Até hoje ninguém conseguiu frear essa minha mania de fugir da realidade.

Por favor alguém me faz parar de apertar o F5?





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Maybe redemption has stories to tell
Maybe forgiveness is right where you fell

Where can you run to escape from yourself?
Where you gonna go?Where you gonna go?

Salvation is here
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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Falta tanta coisa

Falta tanta coisa na minha janela como uma praia.
Falta tanta coisa na memória como o rosto dele
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana.
Sobra tanta falta de paciência que me desespero.
Sobram tantas meias-verdades que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos que nem me protejo mais



Sobra tanto espaço Dentro do abraço.

Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo...

Sobra tanta Falta- Teatro Mágico. ♪