sexta-feira, 30 de julho de 2010

À deriva

A gente se agarra nas pessoas como botes salva-vidas.
Eu me agarro e talvez isso seja uma imprudência, mas eu não sei não fazer isso.
O mar da vida é bravo demais pra gente seguir sem um bote...
Me vejo tão pequena e frágil demais pra seguir em frente sem apoio e me lembro de quando as ondas batiam na proa do meu barquinho e eu não sabia bem que rumo tomar.
Aprendi.
Aprendi a ter uma rota definida e um bote reserva, afinal, imprevistos acontecem e até mesmo minha rota segura apresenta riscos, porém muito menores do que o antigo abandono em meio ao mar.
O perigo é grande, mas se nós não mergulhamos de corpo e alma nesse mar, não vivemos.
Pra quê passar a vida inteira dentro de uma caixa?
Digo isso porque já cometi esse erro não apenas uma vez.
Já deixei de aproveitar um belo dia de sol e hoje vejo que os dias ensolarados nunca devem ser desperdiçados, afinal as nuvens aparecem com muito mais frequência do que o sol.
Pelo menos aqui no meu planeta é assim.
Sim, o mar da vida é perigoso, mas se você souber aproveitar na dosagem exata ou pelo menos algo próximo da exatidão, vai ter a melhor parte dessa imensidão de azul.
A beleza está nos olhos de quem vê e muitas vezes preferimos nos preocupar se no dia seguinte dará tempo de ir ao banco em vez de tirar pelo menos uma hora para fazer o que realmente te dá prazer.
E aqui estou eu. Fazendo algo que me revigora e me dá prazer.
Traduzindo em palavras o que meu peito pulsa em cada partícula do meu ser.
Essa é a vida: Um mar de infinitas alternativas, que podem te devorar ou serem devoradas por você.
Já me deixei ser devorada pelas minhas escolhas, mas por causa disso, aprendi o que devo fazer para conseguir um dia dominá-las pelo menos de forma parcial.
Errei, erro, continuarei errando e sendo devorada por más escolhas.
Mas tenho a plena certeza de que no dia seguinte, não cometerei o mesmo erro.
Afinal, o dono do mar é o marinheiro, que a cada dia que se passa consegue conhecer melhor as façanhas do bravo mar.
Façamos isso com a vida!
Vamos errar para conhecer os artifícios daqueles que sempre estarão por perto para te levar para um lugar longe da praia e da segurança da terra firme.










"Get up and go, take a chance and be strong

You can't spend your whole life holding on
Don't look back just go, take a breath, move along
You can't spend your whole life holding on"
Boys Like Girls - Go ♫ ♪

terça-feira, 27 de julho de 2010

Imaginei de novo

Meu namorado imaginário tem mais ou menos a mesma idade que eu, não fuma, gosta de filosofia (pode não entender nada, mas tem que achar lindo!), não tem história mal-resolvida com ninguém, gosta de cinema, domingo em casa, passeio no parque, e é absolutamente encantado pela beleza das coisas pequenas.... um cheiro, um beijo, um carinho, um jasmim. Sem motivos.
A gente tem um cachorro (que pode morar na casa dele), planos compartilhados de visitar o Oriente, plantar flores num jardim e passar férias longas em um país estrangeiro. Desses bem esquisito.
A gente se entende pelo olho, pele, saliva, coração.
Meu namorado imaginário tem o sorriso mais bonito do planeta terra. E quando sorri de cantinho (disfarçando pra eu não ver que ele não gostou do meu sapato cor de melancia), eu finjo que fico brava mas na verdade eu acho lindo.
E ele me abraça de um jeito que me faz sentir mais perto de Deus.
(...) E as histórias de domingo estampam sorrisos mudos que nos escorrem pelos olhos. E a gente chora sem lágrimas. E se sente meio como numa história de cinema francês.
Meu namorado imaginário apóia meus sonhos, mesmo que não concorde com eles.
É um homem que admiro muito mais do que consigo expressar com palavras. Tem manias tão irritantes quanto lindas que nos rendem as mais inusitadas histórias.
Como ter medo de escuro ou não lavar a camisa em dia de jogo contra o Palmeiras.
Ele me ensina a ser uma pessoa melhor. E me entende quando eu não consigo. Porque ninguém consegue às vezes. Nem ele.
Com meu namorado imaginário cada dia é um mergulho. E eu não preciso ter medo, porque nosso desejo é enternecer nosso universo. De um jeito que a gente não entende, mas que vibra e de repente faz tudo parecer que tem sentido. (...)
Quando? Onde? Quem? Eu não sei. Mas talvez, como numa metáfora de cinema, o mais importante seja mesmo a jornada e não a meta....
Um dia a gente se encontra e ele me reconhece.

Tenho fé em Deus.




(Texto retirado do livro "O homem ideal e outras conversas".)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Maybe someday...

Eu espero sempre alguém.
Nos dias de sol com céu azul e nos dias de chuva com nuvens pesadas, eu sempre estou esperando alguém chegar.
Alguém que eu nem sequer sei se existe.
E se existir, não vou sabe se não procurar.
Plantando sementes e pedindo à Deus que elas dêem bons frutos.
Na expectativa de que as coisas caminhem no rumo que eu quero e fazendo o possível e o impossível para que isso aconteça.
Eu sou uma florzinha frágil na beira de uma estrada que a maioria passa e não cede um pouco de água, mas essa mesma florzinha frágil que aprende a ser forte e busca se alimentar do pouco que tem para sobreviver no deserto.
Meu sonho é crescer e fazer sombra para quem me cede água hoje.
Cada dia que passa minhas raízes se fortalecem mais e eu espero ter amanhã mais forças do que tive hoje.
Eu tento, eu penso e eu busco.
Venha aqui.
Viva também.
Tenho certeza de que tudo seria bem mais fácil se fosse assim.





"And I'll come alive
come Alive..."
Switchfoot - Redemption

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Tempo

Imaginar. Não me canso de imaginar.
Pior do que isso, não me canso de lembrar.
O tempo passa, o tempo pára, brinca comigo.
Não gostaria de confessar isso, mas sinto que preciso.
O que eu mais queria era que no fim de tudo meu destino e o seu se encontrassem outra vez.
Mas que dessa vez não brigassem como no primeiro encontro.
Queria que dessa vez fossem mais tolerantes, e que eu com toda minha chatisse resolvesse ser mais gentil.
E que você com toda sua arrogância resolvesse ceder mais.
No fundo desse meu coração desejaria mesmo que lá na frente nos encontrássemos e que você sorrisse para mim e admitisse o quanto éramos idiotas.
Nesse futuro imaginário, queria encontrar alguém que quisesse assistir Bob esponja comigo e que quando eu não entendesse a piada, não tivesse medo de rir de mim.
Ah, esse futuro que tira meu sono...
Tantas coisas que eu sonhava que acontecessem hoje e não aconteceram.
Tantas coisas que eu não queria que tivessem acontecido e aconteceram.
E sei que muita coisa que eu quero que aconteça e provavelmente não acontecerá.
Eu não lamento pelos caminhos que o destino tomou e nem pelos caminhos que ainda vai tomar.
Eu tenho culpa em boa parte do que acontece com ele.
O passado é um como o mar que eu gosto de navegar de vez em quando e às vezes essas minhas jornadas são longas e confortantes. Outras vezes é uma viagem perigosa que meu barquinho pequeno quase não pode suportar.
Então prefiro ficar aqui mesmo.
No meu presente.
Onde tudo que eu sinto é a terra firme e o mais perto que eu consigo chegar do céu é quando imagino o dia que nossos futuros se encontrarão e melhor que isso, o dia em que se encontrarem e não briguem como fizeram da última vez.
Eu tenho tempo demais para fazer com que isso aconteça, mas decidi não colocar meu dedinho no destino quando se trata de você.
Só vou seguir em frente e me preocupar comigo e com que eu me tornarei.
Do meu coração vou deixar a vida cuidar...









"Cause every wasted day
becomes a wasted chance
You're gonna wake up feeling sorry
cause life won't wait
I guess it's up to you"
Simple Plan - When I'm gone

terça-feira, 13 de julho de 2010

E tudo termina em dois sorrisos

Esqueçam os dias nublados!
Vamos deixar para trás a nostalgia.
Eu aprendi a sorrir.
Passamos por coisa terríveis na vida isso é natural e talvez até mesmo necessário e confesso que por causa disso andava não enxergando a parte boa da vida.
Mas eu aprendi. E você?
Você pode, até porque eu aqui tão frágil e sentimental consegui então porque você não conseguiria.
Sim nós somos fortes, mas somos fortes apenas ate o dia que as coisas dão errado.
CHEGA.
Vamos ser fortes quando tudo estiver dando certo e ser mais forte ainda quando as coisas estiverem dando errado.
Noite passada enquanto lia alguns trechos de um dos meus textos antigos, percebi que eu tinha a mania feia de ver o lado ruim das coisas.
Eu tinha medo de romantizar.
Romantizar a vida é bom demais.
Só basta saber a dose de romantismo que a gente aplica nela. Porque se você põe muito romantismo com certeza vai se iludir e se você põe pouco romantismo você vai ter uma vida amarga.
Eu prefiro quebrar a cara mesmo.
Romantizar e ter uma vida doce ao extremo.
Conversar com pessoas que me fazem ser assim, tomar banho de chuva, rir de nada, e ver filmes bobos mas com boas companhias.
Ser feliz.
Eu gosto muito disso.
Eu olho para o futuro e eu vejo um caminho bonito e apesar de não ter certeza se vou ter alguém ao meu lado, eu posso sonhar com esse alguém. Tenta sonhar!
É tão bom viajar no seu próprio universo!
E faço um convite desde já. Se você não quiser viajar no seu universo, o meu está aqui à disposição.
Com portas e janelas abertas, sonhos e constelações à espera de qualquer um que tenha uma alegria para me emprestar.
Nós sempre temos TUDO basta saber olhar por um ponto de referência.





"E tudo que eu sinto é este momento
E tudo que eu respiro é vida" ♫
Goo goo dolls - IRIS 


(Agradecendo especialmente ao César. Uma pessoa muito especial que me deu bons motivos pra sorrir hoje.)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

E os romances de hollywood que fiquem em hollywood

Acordei de uma noite conturbada, uma noite de pesadelos frios e estranhos.

Mas eles me fizeram pensar e me perguntar o por quê de tanta dúvida.
Pra que ter dúvida se eu sei que nada vai ser como na minha imaginação?
Eu sempre tive certeza de algumas coisas, mas nunca tive a coragem de admitir isso.
Hoje eu me vi no espelho e tive saudade de mim.
Tive saudade do meu antigo humor, da minha coragem e até mesmo dos meus passeios de domingo totalmente sem expectativas, mas que pareciam ser os melhores dias da minha vida.
Confesso até que tive saudade daquele vestido que costumava usar e daquele batom que eu abandonei quando um certo alguém me abandonou.
Resolvi que vou usar outra vez. Afinal, ninguém tem o direito de mudar alguém além de si mesmo.
Assumo minha parcela de culpa nisso. Eu deixei que me controlassem, mas hoje decidi não deixar mais.
A vida é minha não é?
Faço dela o que bem entender.
Como eu demorei para entender que a vida é minha e não de qualquer outra pessoa!
Se eu tivesse que dar um conselho seria: não deixe que ninguém seja leviano/a com seus sentimentos.
Às vezes a nossa vontade de viver algo incrível é tão grande, que a gente se engana, se ilude, se mente.
Se transporta pra um mundo de fantasias, meio hollywoodiano.
Ou ainda: Não engane, não dê falsas esperanças, não faça com os outros o que não gostaria que fosse feito com você, não importa quão frágil ou vulnerável você esteja.
Digo isso porque quando eu estive vulnerável e frágil se aproveitaram disso e posso lhes assegurar que não é nem um pouco confortável viver algo assim.
Portanto, tire a máscara e coloque o seu vestido e seu batom, porque ninguém vai fazer isso por você além de você mesmo.
Farei isso.
E se puder faça também.
Esse é um conselho de quem tem um coração e felizmente (ou infelizmente) age e pensa com ele.

sábado, 10 de julho de 2010

A palavra é meu inferno e minha paz.

Eu nunca fui uma moça perfeita.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida (...) ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo. 
Não estou aqui pra que gostem de mim.
Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.
E pra seduzir somente o que me acrescenta.

Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que quase me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Eu sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar....
Eu acredito é em suspiros, mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou.






- Texto de Maria de Queiroz (é uma biografia minha que eu não saberia escrever)

terça-feira, 6 de julho de 2010

A hora da Cinderela

Meia noite o encanto começa.
Era nessa promessa que eu me agarrava.
Sempre esperava ansiosamente por essa hora.
A hora que minha camiseta branca e minha calça jeans surrada se transformariam em um vestido lindo e aí sim você me olharia.
Minha fada (ou se preferir também pode chamar de mãe) sempre me alertava dizendo:
"Cuidado! Vai devagar! Não confia nesse teu príncipe! Você sonha demais"
E eu fingia não ouvir...
Era mais fácil não ouvir.
Eu não esperava o dia do baile como os contos contam. Meu baile era todo dia.
Todos os dias eu acordava e fazia tudo na medida exata para ser notada pelo meu príncipe. Colocava a roupa certa, a quantidade certa de maquiagem, o sapato certo, o penteado perfeito e ensaiava as coisas certas a dizer.
E nada de ele notar.
As pessoas à nossa volta desapareciam pra mim quando ele surgia, mas para ele não.
Ele continuava vendo todos que estavam ali e a pior parte era que ele podia ver todos menos a mim.
Poxa! Tem alguma coisa errada com essa história!
A vida toda todo mundo sempre disse que o príncipe só veria a Cinderela. Então por que esse idiota desse príncipe não me via?!
E eu começava a lembrar do que minha fada dizia.
Ele não era do tipo de cara que abria a porta do carro e mandava flores.
Era do tipo de cara que te dava o dinheiro para pegar um táxi e comprar as flores sozinha.
Mas esse era meu príncipe e o que eu podia fazer?
Eu perdi meu sapato para poder seguir a linha cronológica do conto de fadas tradicional, mas ele não foi me procurar.
Ele não tinha tempo para procurar alguém.
Nem eu.
Percebi que confundi o sapo com o príncipe, ou talvez esse seja o príncipe de outra princesa, mas não o meu!
Perdi meu sapato e até agora estou esperando alguém trazer de volta.
Talvez meu pé tenha crescido demais.





"Desleal é brincar com meu coração,
Fingir que não liga para minha paixão,
Mas quando essa cena acabar,
Você não vai ter mais que encenar."

Banda Evox - Irreal

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Coragem!


Parece que ainda pulsa meu coração e o seu também. Acordar todos os dias sem muitos motivos para abrir os olhos não é algo muito confortável. Eu garanto isso.
Eu me agarro nos meus sonhos.
A gente costuma não olhar muito para o que temos à nossa volta, aí parece que não temos nada.
Mas posso dizer o que penso?
Qualquer um de nós tem TUDO. Exatamente tudo que é necessário para mudar a própria vida para a melhor ou para a pior.
Já vi pessoas que tinham muito menos que eu e ainda assim eram felizes, e quando me dei conta disso tive vontade de me levantar e enfrentar outra vez esse mundo tão estranho.
Medo não me falta, mas se eu não caminhar rumo aos meus sonhos, ninguém fará isso por mim. E mesmo que possa me doer, eu vou atrás disso com todas as minhas forças.
Sempre quis 'mudar o mundo', mas com tantas decepções aprendi que não posso.
Mas essas mesmas decepções também me ensinaram que se eu não posso mudar o mundo todo, eu posso mudar o MEU pedaço de mundo e talvez isso incentive mais algum louco a tentar mudar sua parte também.
E mesmo que seja difícil, eu não tenho o direito de desistir.


"Eu sei que o mundo vai girar.
Te encontro frente a frente outra vez.
Eu sei é hora de tentar vencer os nossos medos de uma vez e ser feliz."
Hevo84 - Frente a frente

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Tem um buraco negro no meu universo.

Falta alguma coisa que eu não tenho a menor idéia do que seja.
Talvez no meu inconsciente eu saiba, mas aqui, na sanidade eu não consigo descifrar.
Eu sinto que estou presa, mas não existem grades à minha volta.
Acho que se eu pudesse ver as grades, seria menos desesperador, porque teria certeza do que estava me prendendo.
Mas eu não sei.
Eu não vejo.
Não dá para se libertar de si mesmo.
Não dá para abandonar a própria vida.
Queria me reinventar, me reconstruir, me reanimar.
Só me falta liberdade.
Anseio por ar puro.
Tenho uma redoma invisível ao meu redor, e sinceramente eu só queria alguém que me ajudasse a quebrá-la.
Já pensei que havia encontrado alguém com força suficiente para fazer isso, mas eu estava enganada.
Infelizmente (ou felizmente) as pessoas tem medo de sair das suas redomas, mas eu não.
Eu queria mesmo era descobrir o mundo.
Caminhar com meus próprios pés, afinal, essa é a melhor parte da vida não é?
Pelo menos deveria ser.
Caminhar sozinha?
Só Deus sabe...





                                                                    
"Vou dizer que eu não quero mudar
E mentir pra mim mesmo outra vez
Escondido no sol um olhar
Juntando os pedaços me fez entender
Pra te dizer que não vai ser em vão
E então te encontrar no final
Pra te dizer me entregue o coração
Me deixe tentar respirar"


Hevo84 - Oxigênio