quinta-feira, 10 de junho de 2010

É isso.

Não posso dizer que não gosto. Mas também não direi que tem sido simples. E o que é simples, aos dezesseis anos?

A gente se vê jovem demais pra dar o próximo passo sem olhar pra trás. Então a gente fecha os olhos e caminha até cair.
A cada vez que ergo meu corpo, percebo nos pés descalços a textura de um novo chão, na pele o toque de um vento que vem de outro lugar, e que traz consigo outros aromas
É o momento em que meu peito pode ser perfurado pela mais insignificante flecha de papel.
Tenho acordado de sonho nenhum, tenho dormido apenas pra ver se paro de sonhar…
… pra variar.
E é tão real, o pesadelo de perder o discernimento pra sempre.
Mais uma cidade. Novo ar. Uma casa nova, no mesmo lugar.

O que eu aprendi com o amor?
Palavrões novos.



2 comentários:

  1. Eis que descubro mais uma pessoa que consegue teçer os tantos dilemas que temos em poesias!
    Parabéns viu?! Gostei muito da sua escrita, tanto que acho que vou ler tudo que tem aqi ainda hoje O_O euhahueuhuea #viciaaaaaaaa
    beijinhos

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