Ajeito a postura.Prendo o cabelo.
Pego a caneta e um papel qualquer.
As memórias surgem devagarinho, os olhos brilham, a voz torna-se escrita.
Preparo-me para renascer.
A luz fraca e a noite não intimidam as mãos sempre frias a escreverem o que há na alma.
Abre-se a janela.
Vem a brisa com aroma de futuro...
Então sorrio e as palavras saem como música, mas em silêncio. Cada letra é uma gota do meu sangue, cada sílaba carrega um pedaço meu.
Eu vou adiante e sem me importar se alguém lerá o que escrevo, me basta sentir a escrita.
A partir daí cada momento ganha um corpo, cada olhar vira um conto.
Meu amor e minha angústia se abraçam.
Eu insisto em ir em frente, porque sei que se desistir, um dos dois sentimentos iria vencer.
Não quero que apenas um vença. Eu não quero só amor e nem quero só angústia.
Eu quero uma mistura dos dois.
Então escrevo.
Páginas e mais páginas, todas elas com a minha alma ali.
Termino por enquanto, porque a minha escrita nunca termina.
Fecho os olhos, deixo cair uma lágrima, guardo o texto escrito.
Vou seguindo vivendo e renascendo à cada palavra escrita.
Nos ouvidos - Muse: New born ♪
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