domingo, 12 de setembro de 2010

Tum tum, tum tum, tum tum.

Agora escute.
Olha o tumtumtum do meu coração.
Você pode me ouvir?
Posso confessar?
Jura que vai acreditar em mim?
A verdade é que estou de saco cheio de histórias românticas. Meus casos de amor já não têm a menor graça.
Será que você me entende?
Eu não escrevo porque vivo amores cinematográficos e quero contar pro mundo.
Não!!!
Eu escrevo porque eu sou uma maluca. Minha vida é real demais. Um filme B pra ser mais exata.
E eu não acho graça em amores sem final feliz.
Por isso, invento. Pro sangue correr pelas veias, pra lágrima cair dos olhos, pra adrenalina sacudir o corpo. Eu invento amores pra ver se eu acredito em mim (Acredita?).
Mas hoje eu estou cansada. Estou cansada de mentiras, de realidade, de telefone mudo e de músicas sem letra. (…)

(…) Me deixa ser egoísta.
Me deixa fazer você entender que eu gosto de mim e quero ser preservada.
Me deixa de fora de suas mentiras e dessa conversa fiada.
Eu sou uma espécie quase em extinção: eu acredito nas pessoas.
E eu quase acredito em você. Não precisa gostar de mim se não quiser.
Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado.
Não me olhe assim, você diz tanta coisa com um olhar.
E olhar mente, eu sei! E eu sei por que aprendi.
Também sei mentir das formas mais perversas e doces possíveis. (Sabia?)
Mas meu coração está rouco agora. GRAVE!
Você percebe?
Escuta só como ele bate. O tumtumtum não é mais o mesmo. Não quero dizer que o tempo passou, que você passou, que a ilusão acabou, apesar de tudo ser um pouco verdade.
O problema não é esse. Eu não me contento com pouco. (Não mais).
Eu tenho MUITO dentro de mim e não estou a fim de dar sem receber nada em troca.
Essa coisa bonita de dar sem receber funciona muito bem em rezas, histórias de santos e demais evoluídos do planeta.
Mas eu não moro em igreja, não sou santa, não evoluí até esse ponto e só vou te dar se você me der também.

(Fernanda Mello)





"Eu só queria te contar que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia sem explicação"
Cássia Eller - Segundo sol

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