sábado, 3 de março de 2012

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Tenho escrito pouco e vivido mais.
Levanto cedinho todos os dias, leio jornais, dou risada, passeio com minhas cachorras, viajo, ouço música e agora não faço essas coisas por outro alguém.
Às vezes deixar alguém ir embora da nossa vida deixa um vazio tão grande que a gente aprende a se amar. Em dois meses eu aprendi isso: Que às vezes a gente precisa perder algumas pessoas, porque é aí que a gente se acha. Relembro de vez em quando (naquelas tardes que a gente surta até no meio do trânsito) do tempo não tão distante que eu esperava ansiosamente por uma mensagem me convidando pra um cineminha ou pra um almoço com a mamãe dele e sinto um pouquinho de saudade, porque depois de tanto tempo sendo o step na vida de alguém, acabei acostumando, mas deixei ir embora.
Cansei de repetir que eu ia mudar, que eu ia parar de responder as mensagens e mudei de verdade. Mudei sem perceber e sem que ele percebesse. Um belo dia acordei e já estava tudo diferente, eu, ele, minha saudade, as músicas que tocam no meu player e a paisagem do passeio com a minha cachorra. Tudo mudado, mas nem tudo pra melhor.
Pra mim, o tempo é uma espécie de Deus que faz a gente se ver tão ridículo no passado que dá vontade de rir da nossa cara, esse tempo me fez um grande bem, tomei coragem pra olhar no espelho e me ver sozinha e sem a maquiagem borrada.
Talvez eu pire de novo daqui a um mês ou daqui a uma hora, mas não me interessa não, o tempo muda a gente e molda a gente também. Tenho dado mais atenção à quem merece de verdade (pelo menos por enquanto). Nosso tempo é relativo demais e a gente passa a maior parte dele sendo quem a gente não quer ser.








"O mais importante e bonito do mundo é isto: Que as pessoas não são sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou." 
- Guimarães Rosa










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