terça-feira, 2 de julho de 2013

Sobre a minha arara azul




"Ara Ararauna ;família dos Psittacidae ; a arara – canindé possui a coloração azul em sua plumagem, com o ventre amarelo e a fronte verde. Possui riscos pretos em sua cara branca, chega a atingir 80 cm de comprimento e até 1.350 gramas de peso" e blá blá blá.

Não, ele não é minha arara azul por isso. Não é azul, não tem o ventre amarelo nem nenhuma dessas características físicas.
Não, ele não tem asas (apesar de me fazer voar sempre que o mundo real fica muito chato).
Ele, a minha arara azul, só tem uma característica em comum e talvez a mais linda entre todas as outras: é o único que conheci da espécie homo sapiens sapiens que assim como as araras azuis é monogâmico.
Não concorda com as estatísticas, nem com o senso comum e muitas vezes não concorda comigo também.
Não gosta de gente que não sorri ou que só ri.
Minha arara azul, é só minha e quer ser só minha. Faz de qualquer lugar do mundo o nosso ninho, transforma qualquer almoço meia boca no almoço mais incrementado e divertido do planeta, muda minha forma de ver as coisas, porque sempre conhece um lugar mais alto onde a vista é melhor.
Para quem não conheceu ainda sua arara azul, isso tudo vai parecer balela (sei disso porque já pensei assim um dia), para vocês, eu desejo sorte (muita sorte!), porque essa espécie está quase em
extinção, então ame, ame de verdade, todos nós animais, precisamos de afeto e se você assim como eu, tiver enfim encontrado a sua arara azul, vai saber que o resto da sua vida será ao lado dela e esse vai ser um dos seus maiores desejos.


Que nada no mundo possa nos deter, que nenhum motivo possa nos afastar, que nós sejamos pra sempre como duas araras azuis, que dedicam suas vidas ao seu amor, que protegem seu ninho com a própria vida, que envelhecem juntas e até mesmo após a morte, muitas vezes permanecem fiéis.
Agradeço ao universo, pela sorte de ter alguém para me manter firme quando tudo desmorona.
Que sejamos cada vez mais felizes. 
Amém.
















"Que meu amor não será passageiro, te amarei de janeiro a janeiro até o mundo acabar"





domingo, 27 de janeiro de 2013

Conspiração universal

Passei o tempo todo pedindo, pedindo, pedindo... Hoje em dia, só quero agradecer e só pedir que tudo permaneça bem assim como está.
Pode até parecer infantil ou não muito culto, mas eu achei muito mais charmoso um ogro do que um príncipezinho de Cinderela, Shrek sempre me pareceu muito mais sincero.

Um citação de "Shrek para sempre" descreveu muito bem o que passamos muito tempo pra entender:
"Desde quando essas coisas levam muito tempo para acontecer? As coisas certas nunca levam. A pessoa certa entra na sua vida e você sabe na hora,Fiona. São as erradas que exigem um longo tempo" 

E é exatamente assim que eu me sinto hoje, entendi que quando é a hora das coisas acontecerem, elas simplesmente acontecem. Eu, logo eu, que pensava que não existia essa coisa de amar alguém a ponto de sentir saudade em dez minutos sem vê-lo, eu que sempre achei todo mundo tão ridículo quando diziam que um dia eu iria entender. Eu, a dona da razão cheia de limites, regrinhas e ideais, aquela que enjoava de qualquer um que passasse mais de 24 horas comigo, de repente me vi sorrindo pro nada e feliz por ter alguém deitado no meu sofá em um domingo chuvoso. 
Me vi, encantada por um sorriso, pelos olhinhos apertados, pelo abraço caloroso, pelas sardas que dão um ar de menininho levado... De repente me vi agradecendo a Deus mentalmente por ter alguém pra segurar as barras pesadas comigo, pra compartilhar as novas alegrias, pra me fazer surpresas boas, ou sei lá, pra fazer coisas da rotina, mas muito importantes pra mim, coisas feito levar minhas cachorras no veterinário ou almoçar na casa da minha avó.
Irônico ser cética em um dia e alguns meses depois ser a pessoa mais crente no amor que existe no universo. Ainda bem, só os infelizes e ignorantes não mudam nunca, ser mutável, faz parte de ser humano.
"A pessoa certa entra na sua vida e você sabe na hora,Fiona.", Frase muito certa! A gente sabe, mesmo que inconscientemente, quem vem pra ficar. E sim, eu sei que ele veio pra ficar...

Ai de mim se não fosse essa conspiração universal que trouxe tudo isso pra mim, ai de mim se eu não tivesse esse amor que me trouxe paz...
















Sei... Eu sei ♪

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Primavera

Nessa vida louca, entre poucas horas de sono, muitas horas de estudo e leituras intermináveis, de vez em quando me flagro olhando pro nada, ou sei lá, admirando o céu bonito que fica laranjinha em algumas tardes raras. É setembro, a primavera tá batendo na nossa porta, mas o frio de junho ainda não saiu daqui.
Na realidade, o frio de junho, aquele friozinho chato que não deixa a gente levantar no horário certo, não sai daqui faz um tempo, esse lugar, não é na minha casa, nem em São Paulo, esse lugar é aqui dentro de mim, de você e de tantas outras pessoas que espalham sorrisos luminosos por aí, mas sentem um frio enorme dentro de si. Eu confesso que sim, eu tenho sido uma dessas pessoas.
Pra não pagar de mau humorada, deprimida e afins, a gente estampa no rosto um sorriso, mas como já diz O teatro mágico "sobra tanta falta" que fica difícil preencher.
Eu quero florir, fazer mais, ser mais, sentir mais. Tem hora que cansa ter a vida cronometrada, ter o tempo todo restrito, ter a obrigação de ser legal, eficiente, pontual, saudável, sorridente e blá blá blá. Cansa não ter com quem compartilhar um gosto bom recém descoberto, um afago diferente, uma volta em qualquer lugar. Existem coisas que não adianta ter um milhão de amigos, nenhum deles vai trazer o que um amor, paixão ou seja-lá-o-que-for traz.
É quase primavera, e tudo que eu não queria era passar mais uma estação sem o coração florido.










Escolha feita inconsciente, de coração não mais roubado...



sábado, 3 de março de 2012

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Tenho escrito pouco e vivido mais.
Levanto cedinho todos os dias, leio jornais, dou risada, passeio com minhas cachorras, viajo, ouço música e agora não faço essas coisas por outro alguém.
Às vezes deixar alguém ir embora da nossa vida deixa um vazio tão grande que a gente aprende a se amar. Em dois meses eu aprendi isso: Que às vezes a gente precisa perder algumas pessoas, porque é aí que a gente se acha. Relembro de vez em quando (naquelas tardes que a gente surta até no meio do trânsito) do tempo não tão distante que eu esperava ansiosamente por uma mensagem me convidando pra um cineminha ou pra um almoço com a mamãe dele e sinto um pouquinho de saudade, porque depois de tanto tempo sendo o step na vida de alguém, acabei acostumando, mas deixei ir embora.
Cansei de repetir que eu ia mudar, que eu ia parar de responder as mensagens e mudei de verdade. Mudei sem perceber e sem que ele percebesse. Um belo dia acordei e já estava tudo diferente, eu, ele, minha saudade, as músicas que tocam no meu player e a paisagem do passeio com a minha cachorra. Tudo mudado, mas nem tudo pra melhor.
Pra mim, o tempo é uma espécie de Deus que faz a gente se ver tão ridículo no passado que dá vontade de rir da nossa cara, esse tempo me fez um grande bem, tomei coragem pra olhar no espelho e me ver sozinha e sem a maquiagem borrada.
Talvez eu pire de novo daqui a um mês ou daqui a uma hora, mas não me interessa não, o tempo muda a gente e molda a gente também. Tenho dado mais atenção à quem merece de verdade (pelo menos por enquanto). Nosso tempo é relativo demais e a gente passa a maior parte dele sendo quem a gente não quer ser.








"O mais importante e bonito do mundo é isto: Que as pessoas não são sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou." 
- Guimarães Rosa










sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Coragem, às vezes, é desapego

Hoje de manhã, enquanto respondia uns e-mails e apagava outros, achei uma conversa antiga com aquele amigo tão lindo e tão incrível por quem eu nutria uma admiração sem tamanho. Era uma conversa daquelas que a gente ri sem saber exatamente do que, mas no fundo sabe que não é pelo assunto, mas sim pela pessoa que está conversando.
Mergulhei na nostalgia.
Entre tantas coisas que entendi, uma delas foi que tudo começou no dia que ele me tirou pra dançar e fez com que eu esquecesse tudo ao redor, porque ali eu estava dançando com o melhor amigo do todos, ou o melhor dançarino de todos, e qualquer coisa que ele fizesse, ele seria o melhor de todos pra mim. Eu nunca escrevia um texto pensando nele, aquilo que eu sentia era limpo demais, pra eu sujar escrevendo um monte de asneiras e definições, que seriam sempre pequenas quando comparadas com nossos risos fáceis e beliscões sem motivos.
A gente era livre. Não existia nenhum compromisso sério, nem alianças ou almoços com a família, mas a gente queria o bem um do outro, a gente tinha um cuidado com o sentimento como se ele fosse de cristal, cada palavra tinha um milhão de significados, e todos apenas reforçavam o quanto aquela coisa de outro mundo era forte. A gente nem se agarrava, nem se comia com os olhos, mas um ele me dava a mão e eu sabia que estava recebendo a energia mais positiva que ele tinha e compartilhando um pouco do sentimento mais louco e confuso que existia em nós.
Cada um sabendo quando era a hora de matar a saudade do outro, e pelo menos mandar uma mensagem bem ridícula às duas horas da manhã. Então talvez por causa de tudo isso, eu jamais cogitava a possibilidade de escrever sobre nós. Parecia pecado. Eu costumava escrever sobre a vida, o medo, os caras imbecis que estragam tudo, e tantas outras coisas que dessem na telha, mas sobre nós não.
Podia passar quanto tempo fosse, não importava, qualquer encontro por mais curto que fosse era o suficiente para restaurar a nossa intimidade. Foi a partir daí que me ferrei.
Por tanto tempo amando, cuidando, desejando, respondendo mensagens e socorrendo na carência, eu virei opção certa. Não tinha dúvida nenhuma que se me ligasse eu ia atender, que se me pedisse socorro eu cruzaria a cidade e iria socorrer. E acredite, não existe nada pior do que virar opção certa.
Então hoje estou escrevendo sobre ele porque ele virou um cara igual à todos os outros que mereceram um texto meu. E nosso sentimento de cristal virou pedra pra ele feito todos os outros que passaram, e por isso eu posso escrever sem medo de quebrá-lo, sem ligar nem responder mensagens, até porque não chegam mais mensagens. Ele se tornou alguém que não tá nem aí pra toda a porcaria que aconteceu entre nós. E eu vou me tornar alguém assim também.
Então dane-se, as pessoas mudam e eu devia ter me acostumado. E dane-se ele, o sonho de amizade colorida eterna, o tempo que perdemos e a raiva que já deixei de sentir.
E como diria a maior musa da literatura Clarice Lispector "Não se preocupe comigo, eu sou feliz."





Coldplay - Paradise
Life goes on
It gets so heavy...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sobre a coragem...

Faltam poucos dias para que eu me despeça desse ano louco, lindo e extremamente decisivo na minha vida. Na verdade, sempre acreditei que cada dia era extremamente decisivo, mas nesse ano eu fiz e passei por todas as provas que a vida pode nos dar de que a gente no fim das contas não é nada sem a nossa fé. A vida, Deus, o universo e as pessoas me provaram que eu precisava de muito mais fé e que eu devia deixar de ser idiota e egocentrista para tentar então ser feliz.
A vida real bateu na minha porta e eu fui a pessoa mais covarde do mundo quando ao invés de abri-la, só tive coragem de tomar uma cartela de remédio e me iludir de que tudo ficaria bem e que eu iria dormir em paz para sempre.
Tudo ilusão. No fim das contas não senti um sono profundo, nem sonhei com unicórnios, muito menos tive um sono doce. Tudo ao contrário. Tudo sem encanto. Tudo por culpa do medo de mundo imenso que eu sentia toda vez que via minha vida seguir sem rédeas. Porque para pôr a vida em risco ninguém tem que ser corajoso, coragem, a gente precisa para continuar vivo. E hoje, mas só hoje eu entendo isso.
E eu sou dessas que precisa quebrar a cara para perceber que tem um muro na frente do caminho. Então decidi destruir meus muros. Cansei. Talvez pela primeira vez na vida, senti um medo real de morrer, de deixar quem eu amava, de não ver minha cachorra abanar o rabinho e pedir pra passear. Pela primeira vez, talvez eu tenha olhado para o resto do mundo que pedia que eu não fosse embora e que eu deixasse de ser tão louca e percebesse que eu podia sobreviver à todas as feiuras que o mundo ainda iria me mostrar.
Depois da meia-noite do dia 31 de dezembro de 2011, eu não vou mais falar sobre isso, vai ficar aqui guardadinho no passado e um dia eu sei que vou lembrar, reler esse texto e talvez sorrir pensando o quanto é bom crescer de vez em quando.
Depois de tudo, agora eu sinto que resgatei a menininha cheia de coragem que eu era com cinco anos de idade e deixei pra trás a pessoa medrosa que eu estava me tornando. Não que da noite pro dia eu tenha revolucionado minha vida, mas depois de acordar no dia seguinte de toda a minha loucura e ver que eu podia nunca mais abraçar as pessoas mais importantes do meu mundo, nem ler meu romance à noite, nem pegar um sol e ver o mar, eu enfim entendi que a vida vai além daquela minha visão pequena, que eu era parte de algo maior. Enfim eu vi que eu podia sentir solidão, chorar horrores, me sentir mal, louca, burra e ser errante, mas que eu era feita para suportar.
E eu decidi suportar. Uma vez uma amiga me disse no meio de uma conversa informal, que tudo nessa vida era decisão, que eu podia ser o que quisesse desde que tivesse decidido isso.
E depois de tudo, lembrei disso e só decidi ser, não estar, nem ter, nem sentir. Meu verbo daquele dia em diante era "SER".
E a partir de 2012 não vou mais mexer em nada disso, vai ficar aqui escrito, vai ficar na minha memória, vai ser feito um conto triste que eu escrevi que servirá de lição sobre "o que não fazer com a sua vida". Vai ser isso e só.








E permanecendo tranquilo aonde for. Paciente, confiante, intuitivo ♪


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

And I go back to December...

Amanhã é dia 01 de dezembro de 2011.
E eu sem motivo certo ou por causa de um motivo só (que eu bem sei), todo fim de ano fico louca assim. Acordo com uma crise existencial pronta para ser implodida dentro do peito. Na realidade, sempre tenho uma crise a ponto de bala pra acontecer. Chego em casa chorosa depois de perceber o quanto estava perdida nessa vida maluca, desenterrei um milhão de motivos pra morrer de chorar e quase morro de tanto chorar mesmo.
Penso em tudo que fiz esse ano (sim, eu sei isso é algo que as pessoas fazem no ano novo, mas eu não), penso nos acertos e nos erros, na nota ruim que tirei na faculdade, penso nos bons dias que eu fui feliz demais, nas vezes que corri atrás de quem não merecia, nos dias que perdi dentro de casa ao invés de sair pra ver o sol. Aí que choro mais.
Alguém deveria me proibir de pensar assim, ou pelo menos de pensar tanto.
Mas sempre me aparece minha Mãezinha com toda a sabedoria que a vida trouxe pra ela pra me mostrar que eu sou mesmo uma boba e que eu deveria deixar de ser maluca.
E hoje ela me fez algumas perguntas que secaram meu choro na hora. Ela veio assim de mansinho, secou uma lágrima e perguntou: "Onde você estava dezembro passado?" "Por quais motivos você andava toda chorona dezembro passado?" "Seu medo não era perder seus amigos pro tempo e não conseguir sobreviver à faculdade?"
Pensei nas respostas e vi que na verdade eu estava chorando porque queria mesmo era voltar para dezembro passado, para o ano passado, para um abraço que eu não tenho mais todas as manhãs.
Eu já cheia de vergonha nem sabia mais respondê-la, só olhei pra ela com aquele meu olhar que diz que ela tem toda razão.
Depois disso, ganhei um abraço e ela só me disse: "Chora não minha menina. Você ainda vai ter que enfrentar muitos finais. E se esse cara aí não vingar, não vai ser a primeira vez que não vinga, você merece mais."

Sosseguei. Se minha mãe diz que vai passar, é porque vai, se ela diz que se não der nada certo eu supero é porque eu vou superar.

Eu acredito, ela sabe o que diz.




Nos ouvidos: Taylor Swift - Back to december ♫



And I go back to December all the time,
It turns out freedom ain't nothing but missin' you
Wishing that I realized what I had when you were mine
And I go back to December, turn around
And make it all right...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Coragem, cansaço e mais um chá.

Eu ando cansada de gente burra, falsa, vazia e clichê. Tenho sentido falta de abraço, de calor e do maior amor que eu já senti na vida.
Nem tanto tempo assim passou, e eu continuo a mesma bobinha que fala pelos cotovelos e que diverte os amigos, a mesma que chega em casa e põe uma música pra se sentir mais segura, porque ainda não sabe estar só.
Portanto eu volto a escrever para exteriorizar essa loucura que é viver tantas vidas em um corpo só, eu não quero mais ser todas essas coisinhas que me tornam uma quase maluca. Queria ser às vezes uma daquelas mocinhas quietinhas que atraem mocinhos bonzinhos que serão felizes pra sempre. Ou então ser daquelas bem loucas, que enchem a cara e fazem strip tease pra todo mundo ver, depois acordam no dia seguinte sem culpa ou vergonha. Mas não sou, eu tenho voz e gosto de gritar, nem sei beber ou fazer um strip tease pra um bar lotado, eu só sei contar piadas erradas e sem graça e não consigo me corrigir, eu amo sempre a pessoa errada, eu me amo sempre menos do que deveria, e tá na cara e não tem crise: sou assim e acabou.
Nunca me dei um tempo, nem me deixei levar pela vida. Na verdade tenho um pouco de medo disso e dessa gente que se deixa levar, liberdade dá medo, ser de ninguém é assustador.
Mas quem é de alguém?
Eu não sou, mas confesso assim de cara limpa que amaria ser.
Esse modo de vida "Let it be" é lindo, mas não serve para mim. Eu sou mesmo dependente, tenho realmente pavor de abandono, e mesmo que eu tivesse todas as qualidades desse mundo, acabaria só, porque exigir o bem-querer é meu maior defeito.











Nos ouvidos: Boyce avenue - You and me. Porque agora aqui sozinha, eu preciso me sentir não tão só assim...


domingo, 4 de setembro de 2011

Changes

Acontece que a gente muda. E o tempo muda. E nossas vontades mudam.
E eu estou aqui de novo, sentada na frente de um computador e pensando no quanto o mundo girou, me moldou e me mudou. Logo eu que sempre dizia que não teria mais essas reações malucas, nem esses gestos impulsivos, estou bem aqui refletindo sobre minhas inconstâncias e consequências que elas me trazem.
Eu disse uma vez que não amaria ele, e pouco tempo atrás disse que não nunca mais amaria mais ninguém. Mas eu devo ter algum feitiço, porque toda vez que eu pronuncio a palavra "nunca" o universo inteiro parece conspirar e dizer algo do tipo "vamos-fazer-essa-trouxa-quebrar-a-cara", porque isso sempre acontece.
E eu não aprendo, não tomo cuidado e pronuncio o "nunca", mas dessa vez eu não lamento, nem estou sofrendo por ter me enganado. E se a palavra não fosse tão extrema, eu diria até que sou feliz com esse meu amorzinho fofo e que aceita amizade só para poder continuar perto e vendo aqueles olhinhos apertados quando ele sorri.
Porque eu quebrei mesmo a cara, mas gostei disso. Gosto desse sentimento novo, dessa coisinha de querer guardar ele numa caixinha de vidro e ficar só pra mim.
Não que eu aceite migalhas, é que eu aceito qualquer coisa bonita e doce que venha dele.
Que venham então bons tempos, com essa minha mais nova antiga mania de amar...










"Aqui...
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você...
Mas sou eu quem te adora... ♫"




Ana Carolina - Aqui

sábado, 27 de novembro de 2010

E o nosso aprendizado vai além da escola...

Ao som de Charlie Brown Jr. "Só os loucos sabem" A trilha sonora do 3º B
"Achei que conforme o tempo passasse tudo ficaria mais fácil, mas estava enganada. Tudo parece mais difícil a cada segundo que se vai."
A solidão sempre é um fantasma que nos assombra e eu como humana e fraca, não sou diferente.
Acabou o ensino médio.
Meus amigos, meus colegas e professores seguirão suas vidas, cada um com um caminho diferente e eu provavelmente farei o mesmo. Mas dói.
Perceber o fim de uma rotina, chorar abraçada com cada um de vocês, ouvir a música que marcou nossa bagunça e ver o brilho nos olhos de todos que anseiam pelas promessas do futuro...Tudo isso me paralisa.
Eu só agradeço a Deus, à cada minuto que passei ali. Agradeço pelo tempo que tive com cada um, pelas piadas, pelas merendas, pelos sorrisos e pelas superações.
Todos queremos sempre mais, e se agora eu pudesse eternizar algo, eu eternizaria a amizade.
Daqui alguns anos, muitos não lembrarão mais de mim, alguns terão uma profissão, outros ainda estarão estudando, talvez eu esteja em uma universidade e talvez não esteja mais aqui, porém nesse momento, eu deixo um pedaço de mim com vocês, porque na história da minha vida, sempre haverá um trecho que os pertence.
Passamos quase toda nossa vida na escola, aprendemos milhares de coisas, caimos, levantamos, criamos laços eternos, inimizades, paixões, aprendemos como conviver, ser alguém e a valorizar alguém.
Discutimos por causa de brinquedos, ralamos os joelhos, trocamos os dentes de leite, descobrimos a rejeição e o amor, superamos nossos limites e criamos nossos objetivos.
Aprendemos quase tudo, mas não aprendemos a dizer adeus.
Nunca aprendi.
Ninguém nunca me disse o quanto seria difícil me despedir, nunca me ensinaram como encarar o mundo lá fora.
E se eu soubesse que o tempo era um monstro que separaria todos nós um dia, nunca teria desejado terminar o 3º ano. Entretanto eu faço uma promessa: eu sempre os levarei comigo.
Mesmo que tudo mude e que todos mudem...Eu sempre vou amá-los, com todos os defeitos e qualidades.
O tempo passou e agora nós abrimos a porta para sair no mundo real.

Nós crescemos.

"Que o meu sorriso amplie o sorriso de vocês, e que o  sorriso de vocês amplie o sorriso de alguma outra pessoa. 
Que a gente sinta leveza, tranquilidade, alegria.
E que um dia possamos nos encontrar e nos abraçar como se o tempo não tivesse passado.
Amém."





Dedico essa postagem especialmente para todos nós do 3º ano da E.E. Profº Raul brasil.Que crescemos juntos e descobrimos juntos o quanto somos importantes um para o outro.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Escrevendo...

Ajeito a postura.
Prendo o cabelo.
Pego a caneta e um papel qualquer.
As memórias surgem devagarinho, os olhos brilham, a voz torna-se escrita.
Preparo-me para renascer.
A luz fraca e a noite não intimidam as mãos sempre frias a escreverem o que há na alma.
Abre-se a janela.
Vem a brisa com aroma de futuro...
Então sorrio e as palavras saem como música, mas em silêncio. Cada letra é uma gota do meu sangue, cada sílaba carrega um pedaço meu.
Eu vou adiante e sem me importar se alguém lerá o que escrevo, me basta sentir a escrita.
A partir daí cada momento ganha um corpo, cada olhar vira um conto.
Meu amor e minha angústia se abraçam.
Eu insisto em ir em frente, porque sei que se desistir, um dos dois sentimentos iria vencer.
Não quero que apenas um vença. Eu não quero só amor e nem quero só angústia.
Eu quero uma mistura dos dois.
Então escrevo.
Páginas e mais páginas, todas elas com a minha alma ali.
Termino por enquanto, porque a minha escrita nunca termina.
Fecho os olhos, deixo cair uma lágrima, guardo o texto escrito.
Vou seguindo vivendo e renascendo à cada palavra escrita.








Nos ouvidos - Muse: New born ♪

domingo, 31 de outubro de 2010

Between the lines

Fazia algum tempo que não escrevia.
E logo lhes aviso que esse texto vem de mim, de dentro do peito, do grito abafado, do cansaço de lutar.
Estou escrevendo para nascer de novo, porque eu voltei a sonhar.
Tenho quase dezoito anos, mil e um sonhos pela frente, mil e um amores para trás.
Passei muitos dias das crianças, ganhei muitos brinquedos, caí de bicicleta, fiz pirraça pra não tomar remédio...
Cresci e ainda crescerei mais.
E nesses próximos anos eu vou cair mais milhares de vezes e sentir que não posso levantar mais, porém, vou estar enganada, porque eu sempre me levanto.
Haverão muitas expectativas quebradas e outras muitas construídas. Haverá uma casa e no quintal dela, uma rede preguiçosa que me fará lembrar das brincadeiras da infância, vou sentir a nostalgia e abraçar minha mãezinha que estará orgulhosa do que me tornei.
Vou ter um ombro para me recostar, para tomar o café da manhã, para assistir mil vezes o mesmo filme só pelo prazer de estar ali, então nós faremos doces, escolheremos as cortinas novas da casa, viajaremos para lugares inusitados e planejaremos ter um bebê.
Estarei me matando de trabalhar, mas trabalhando pela vida. Perderei noites de sono e mesmo assim acordarei sorrindo, porque saberei que no final tudo acaba valendo a pena. Vou passar dias sem ver meu alguém especial, mas quando eu o ver, tudo ainda estará igual, e a sua voz imponente vai chamar nosso cachorro e meus olhos vão marejar com aquele retrato de família que sempre desejei.
Vou dar valor a um pé quentinho, a uma mão para o cafuné, a uma boca para o sorriso, para a bronca, para o beijo. Então encontrarei a minha velha amiga do ensino médio e serei madrinha do filhinho dela. Nós salvaremos a vida dos outros todos os dias, mas também perderemos muitas.
Vai haver uma foto na cabeceira da cama que estampará a felicidade de todos que eu amo e então me lembrarei desse texto e agradecerei a Deus por tudo que me fizera passar, vou sorrir e perceber que tudo que desenhei e sonhei para mim não era impossível.
E, se Deus quiser, eu vou poder beijar também minha mãe, minha tia, minha irmã, minhas amigas e minha avó. E vai haver cabelo branco, meu e delas, e pernas cansadas, e postura moída e, apesar do cuidado com a pele, rugas levinhas pra mostrar que crescer é a vida, que a gente pode brincar e fazer de conta o tempo inteiro que o tempo não tem pressa de passar. E que a gente pode andar de montanha russa de olhos fechados... quando a gente tem alguém em quem confia pra apertar a nossa mão.

E se nada disso acontecer, eu tenho um plano B.

-Que Deus me permita um dia viver assim...Porque a gente vive um dia de cada vez. Cada coisa tem seu tempo. Deus se move de formas misteriosas e sempre tem razão no que faz... Ele sempre tem.





Amém.

sábado, 18 de setembro de 2010

Me guarde em paz e em segredo


Fazia coisas comuns.
Vivia dias comuns.
Sem maiores emoções e com a sensação de que um ácido estava correndo pelas  veias no lugar em que o sangue deveria estar, causando uma dor indescritível, um desejo inominável. E só sabia que estava em mim.
Então chorei. E só Deus sabia quanto havia me esforçado para conseguir fazer isso.
Só Deus sabia quanto me esforçava para poder falar.
Tinha vontade de fazer mal às pessoas para talvez não me sentir tão injustiçada pela vida.
Sempre era boa, generosa e persistente, e sempre terminava assim: Sozinha, vazia e chorosa.
Lutava para não me apaixonar e quando menos esperava já estava apaixonada.
Sempre.
Todas as vezes sempre iguais.
Um desespero mudo, superior à qualquer vontade.
Peguei o celular, mexi em toda a agenda e nada.
Não encontrava o que estava procurando. O que eu estava procurando?
Mexia em caixas com lembranças, em camisetas assinadas na formatura e em fotos de anos atrás.
Ficava muda, porque qualquer explicação sobre meu estado iria parecer loucura, e todos iam começar a querer me mandar para médicos especialistas que me fariam tomar quilos de remédios que não funcionariam para nada. Eu sabia.
Minha consciência nada dizia e eu continuava vivendo por uma questão de obrigação.


"Chorei três horas, depois dormi dois dias.Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total."

"E se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo."












-A parte em itálico é referente à trechos escritos por Caio F. Abreu

domingo, 12 de setembro de 2010

Tum tum, tum tum, tum tum.

Agora escute.
Olha o tumtumtum do meu coração.
Você pode me ouvir?
Posso confessar?
Jura que vai acreditar em mim?
A verdade é que estou de saco cheio de histórias românticas. Meus casos de amor já não têm a menor graça.
Será que você me entende?
Eu não escrevo porque vivo amores cinematográficos e quero contar pro mundo.
Não!!!
Eu escrevo porque eu sou uma maluca. Minha vida é real demais. Um filme B pra ser mais exata.
E eu não acho graça em amores sem final feliz.
Por isso, invento. Pro sangue correr pelas veias, pra lágrima cair dos olhos, pra adrenalina sacudir o corpo. Eu invento amores pra ver se eu acredito em mim (Acredita?).
Mas hoje eu estou cansada. Estou cansada de mentiras, de realidade, de telefone mudo e de músicas sem letra. (…)

(…) Me deixa ser egoísta.
Me deixa fazer você entender que eu gosto de mim e quero ser preservada.
Me deixa de fora de suas mentiras e dessa conversa fiada.
Eu sou uma espécie quase em extinção: eu acredito nas pessoas.
E eu quase acredito em você. Não precisa gostar de mim se não quiser.
Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado.
Não me olhe assim, você diz tanta coisa com um olhar.
E olhar mente, eu sei! E eu sei por que aprendi.
Também sei mentir das formas mais perversas e doces possíveis. (Sabia?)
Mas meu coração está rouco agora. GRAVE!
Você percebe?
Escuta só como ele bate. O tumtumtum não é mais o mesmo. Não quero dizer que o tempo passou, que você passou, que a ilusão acabou, apesar de tudo ser um pouco verdade.
O problema não é esse. Eu não me contento com pouco. (Não mais).
Eu tenho MUITO dentro de mim e não estou a fim de dar sem receber nada em troca.
Essa coisa bonita de dar sem receber funciona muito bem em rezas, histórias de santos e demais evoluídos do planeta.
Mas eu não moro em igreja, não sou santa, não evoluí até esse ponto e só vou te dar se você me der também.

(Fernanda Mello)





"Eu só queria te contar que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia sem explicação"
Cássia Eller - Segundo sol

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sometimes

Não.
Eu não tiro meus olhos do retrovisor, e nem me interessei pelo que havia adiante.
Pouco importava.
O que está atrás, significa tanto para mim, que até os dias atuais eu não encontrei algo com nem sequer metade da dimensão do que eu já senti.
Perdas, marcam mais do que ganhos.
Já perdi grandes pessoas mas também ganhei outras em troca.
Ninguém substitui ninguém, mas tampa os buracos deixados pelos outros.
Independente do momento, ou da circunstância: as perdas sempre serão mais lembradas.
Aqui dentro ainda pulsa a cicatriz de perdas e embora eu não ande com elas expostas, posso senti-las bem aqui comigo. Onde ninguém vê, onde ninguém alcança.
Eu ainda espero encontrar o encantamento outra vez, espero borboletas no meu estômago.
E nada.
Nada apareceu ou talvez tenha aparecido e eu ainda não tenha tido coragem de enxergar.
Sou fraca, errante e medrosa. Assim como qualquer ser humano, eu vejo aquilo que eu quero ver, e só depois caio na realidade.
O desespero, a falta, o silêncio. Tudo faz uma bola de neve.
Mas eu decido que não vou deixá-la me atropelar.
A vida nos põe à prova apenas para descobrir quão longe a gente pode ir e o que a gente pode suportar, só para saber o tamanho da nossa força.
Eu aprendi a renascer todos os dias, como uma fénix que se refaz das cinzas para voltar a viver.
Meu nome foi bem escolhido, significa 'Renascer'. Faço isso: eu renasço.
Cada nascer do sol surge outro ser dentro de mim e no pôr do sol esse mesmo ser morre, mas as cicatrizes de tantas pessoas que vivem em mim ficam. Penso em evoluir.
Um dia eu vou renascer e quando o sol se pôr e esse ser diário morrer, vai aprender a levar consigo a angústia e as más lembranças, para poder deixar com que a Renata do dia seguinte possa nascer livre.
Então meu subconsciente grita: "Você precisa se permitir a começar uma nova vida"
Hoje eu vou tentar.
Se a gente não tenta, nunca consegue.
E quando eu menos esperar já terei renascido outra vez.





"E se você não consegue andar para frente é porque não tira os olhos do retrovisor."
(Filme - O amor acontece)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ainda somos mortais


Só tem solidão.
Só existe uma nuvem nos meus olhos que me impede de ver.
Com sorrisos e lágrimas guardadas dentro do peito e que à cada dia que se passa, são mais difíceis de se administrar.
Então um belo dia você acorda e não consegue mais se prender, nem engolir o choro, é bem aí nesse momento que você explode.
E não tem mais onde se esconder de você mesmo, e a gente percebe que correr pra barra da saia da mãe, não vai dissolver a angústia.
Anestesias não fazem efeito, remédios para dormir não funcionam mais.
As dores acabam tornando-se lembranças, já que a té mesmo a dor parece não estar mais aqui.
Talvez não haja mesmo nada.
Talvez eu tenha me perdido do resto de mim e do resto do mundo também.
Sem perceber a gente se abandona e passa a cuidar mais dos outros mais do que da gente.
Foi um erro.
O maior erro da minha vida sempre foi cuidar mais dos outros do que de mim.
Tudo é abismo, tudo é incerto.
Um passo em falso e todos irão passar por cima de você.
Meu problema é não acreditar nisso; eu sempre caio e todos sempre passam por cima de mim.
Ainda assim estou viva.
Apenas os destroços, o que sobrou de diversas batalhas anteriores.
Ainda assim agradeço por estar aqui.
Mesmo me sentindo só, mesmo tendo o peito vazio, mesmo com vontade de sumir.
Eu sobrevivo.
Pouco a pouco, à cada segundo que passa eu venço a mim mesma outra vez, e talvez esta seja uma das batalhas mais difíceis que já enfrentei.
Não é fácil, nem agradável, é necessário.

E sem nenhuma pretensão eu luto com a vida, e quem sabe um dia tudo possa valer a pena.










"Quis juntar pedaços de mim no chão
Quis curar o tanto de dor que me desmontou
Quis te dizer o que eu nunca disse a ninguém
Quis te abraçar como nunca te abracei
Nem a mais ninguém"
Ls Jack - Ainda somos iguais ♪

sábado, 28 de agosto de 2010

E parece que o errado sempre ama compania


E as minhas pernas bambearam outra vez.
Não, eu não quero outra vez passar noites e mais noites sem dormir e comendo deseperadamente.
Eu não quero deixar que todo esse encanto me seduza e me leve de novo.
Caramba! O céu anda tão azul, o tempo passa tão depressa, a vida é tão saborosa.
E me vem essa vontade de correr pra ver seu sorriso malicioso, de sair de casa só para contemplar um horizonte, de deixar o cabelo no vento com a vida indo para lugar nenhum.
Não!
Eu não quero me afogar na minha própria imaginação, mas parece complicado evitar algo que eu desconheço.
E eu já disse "Eu nunca teria nada com você."
Agora talvez seja a volta.
Talvez seja a minha hora de pular fora desse conto de fadas que me parece não ter um final tão feliz.
Nunca acreditei em contos e agora estou me vendo em um.
Me odiei e decidi correr disso.
Eu não combino com histórias de princesas e nem com carruagens enfeitadas, prefiro pegar meu táxi sozinha.
Pelo menos comigo mesma, eu ainda consigo me manter em segurança.
De repente é amor, de repente é curiosidade.







"There are many things that I would like to say to you but I don't know how" ♪

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol ♪

A ficha da vida caiu pra mim nesse exato momento.
Não sei se é influência dos filmes, da música que toca agora, do vento frio que entra por essa fresta da minha janela, ou se meu cérebro e coração resolveram trabalhar, enfim, consegui uma luz. Não somente uma luz, o sol inteiro. A claridade da vida. Isso não é exagero, é a simples verdade que estava escrito na minha testa e eu simplismente não queria ver, não queria admitir. Eu. Somente eu. Sempre eu. O problema e a solução sou eu. Eu quem tenho que resolvê-los, pois eu mesma os inventei em minha mente e principalmente, vida.

A fabulosa Segredo de Garota disse uma vez "O amor acontece em outro lugar, não no orkut, não subnick do msn, não no alto falante. Por dentro, onde ninguém consegue ver, só sentir.", você já parou pra pensar nisso? Do que te adianta colocar cinco mil subnicks diferente no msn sendo que ele nem ao menos vai ler? E se ele ler, o que poderá fazer? Corresponder com outro subnick poderia ser sua resposta.
Agora me diga, o amor pra você se prende a um site de relacionamento?
Desculpe, pra mim o amor é muito mais que isso. Palavras. Olhares. Algo que o msn não consegue transmitir, o sentimento. Ler um "eu te amo" nunca terá a mesma emoção que escutá-lo. Sim, isso mesmo, nunca.

Pode ter parecido que fugi do assunto inicial, mas olhe bem, consegui solucionar um problema. Não totalmente, a solução está formulada na cabeça, só preciso que o plano se forme também. Sem problemas, tenho tempo. Os outros problemas parecem ser tão mais simples, fui tão boba de conseguir transformá-los em uma avalanche, pois eram apenas pequenas bolas de neve... Pelo menos em minha vida o verão começou, e a neve se foi. Toda a luz consegui derreter esse grande estrago, antes que se tornasse algo bem pior. Sorrindo, rodopiando pelo gramado, está ventando frio, mas eu não sinto ou melhor não ligo. É, eu disse que o verão começaria na minha vida, e começou, só que de um jeito diferente.

Saiba que, cada dia por mais doloroso e sombrio que possa parecer tem um propósito. Tudo se encaixa. Nossa vida é um quebra cabeça onde a peça principal nunca deixou de ser você. Se não gostou mude. Se gostou aprove. A vida é sua mesmo.

Com licença, mas a vida me grita. E dessa vez não vou deixar que tudo se vá. Não mesmo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 - http://memorias-escritas.blogspot.com/

 
"A vida pode passar, não estou sozinho
Eu sei se eu tiver fé eu volto até a sonhar"
CBJR - Lugar ao sol ♪

domingo, 15 de agosto de 2010

O seu amor é uma mentira, que a minha vaidade quer

Ambos brincam com o coração.
Ela quer ilusão, quer sorrisos e abraços.
Quer vida.
Sabe que dinheiro não é sinonimo de amor, desejo não é sinonimo de fidelidade.
Ele pensa que ela não sabe de nada.
Ela gosta dessa companhia e sabe que não está apaixonada porque consegue ficar perto dele sem se preocupar com o seu cabelo ou com o jeans surrado.
Normalmente ela se maquiaria e  lembraria de cada palavra dele nos mínimos detalhes e teria vontade de passar as 24 horas do dia brincando de ser criança com ele.
Não conseguiria ficar em paz em uma noite de sábado em que tinha certeza de que ele estaria saindo com seus amigos enquanto ela comia pizza em casa, mas não, simplesmente põe um filme no DVD e nem me lembra do resto.
E no domingo de manhã não espera sua ligação com um belo "Bom dia!" e talvez seja por isso que ele não esquece de ligar.
Quando a gente se apaixona nos tornamos naturalmente pessoas mais manipuláveis e sensíveis, ela tinha certeza de que ele era do tipo de cara que abusaria disso.
Aliás, ele abusava disso, mas fazia isso com as outras. Com ela não.
Ele tinha que se conformar.
Ela não está apaixonada por ele. Pelo menos não agora.
Ele tenta surpreender, mas ela conhece as suas armas e sabe que gosta delas.
Alimenta a vaidade.
E ela é como um brinquedo que ele não tem coragem de tirar da caixa, talvez só para poder exibi-la para os amigos, talvez por medo de gostar demais do que vai encontrar.
É divertido pra ela ver quanto ele é ingênuo pensando que a engana.
É divertido pra ele descobrir a cada dia mais um detalhe enigmático de como fazê-la se apaixonar e apesar de todos falharem, ela é um desafio e isso instiga qualquer um.
Ela podia até ser enganada, mas não por alguém como ele
Ele a olha de longe se perguntando por que ela é tão normal, tão simpática com seus amigos e tão leve mesmo perto dele...
Se perguntando por que ela não reage e nem dá pistas do que se passa na sua cabeça.
Todas as cartas estavam na mesa para ela.
E apesar das tentativas ela não quer se apaixonar e por enquanto não se apaixonou.
Aos poucos ele descobriu que a ama mais do que devia e agora ela é um objetivo, ele não sabia como ela podia ser tão impacial e viver ali no meio fio sem se machucar. Sem se apaixonar.
A diferença entre os dois é que ela sabia com quem estava jogando, ele não.
Ela tinha a verdade, ele não.
E apesar de saber de exatamente tudo sobre ele, ela o deixava doar aquele amor bandido e proibido que era como um conta gotas com veneno.
E tudo isso acontece por um simples motivo: ela deixou de adorá-lo e passou a ser adorada.
;*







"A vida é um punhado de lantejoulas e purpurina que o vento sopra. Daqui a pouco tudo vai ser passado mesmo. Deixa o vento soprar, let it be, fique pelo menos com o gostinho de ter brilhado um pouco..."
Caio F. Abreu

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tenta ser feliz.


Esquece do mundo e vai em frente!
Pára de olhar pra dentro de si mesma.
A vida acontece aqui fora, enquanto você só consegue se enxergar.
Vem!
Esquece esse medo de molhar os pés nas poças d'água. Se você não molhá-los, jamais vai saber como é essa sensação.
Olha pra frente menina.
Tem tanta vida pra ser vivida, tanta história para ser construída, tanto amor para se buscar.
Vai sem medo do próximo passo.
Quando a gente espera que as coisas dêem errado, provavelmente é isso mesmo que acontece.
Brinca com o tempo.
Brinca com o vento.
Brinca com o que há de melhor em você.
Desperta sorrisos! Isso ninguém apaga nem de você que fez alguém sorrir e nem de quem sorriu pra você.
Esquece as boas maneiras, os saltos altos e o penteado.
Coma o que tiver vontade, pule o mais alto que puder, faça novos amigos, respire novos ares.
Todas as coisas que a gente deixa para trás e não guardamos na memória, são porque por algum motivo, não nos faziam bem.
E o que não te faz bem, não precisa habitar seu coração.
A vida passa e se você se importar com quem não se importa com você, sua vida não fará sentido.
Nem a sua nem a de ninguém.
Sonha sozinha menina.
Busca sua felicidade.
Sonhar é de graça e só te deixa mais perto do céu...









"Mas afinal o que é felicidade?
É sossego
Nesse mundo pequeno
De tempo e espaço"
Skank - Eu e a felicidade